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Dark Horse Sob Fogo Cruzado: Sindcine Denuncia Produção Clandestina e Irregularidades Financeiras

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A produção do filme 'Dark Horse' está sob intensa escrutínio e duras críticas por parte do Sindcine, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual de São Paulo e mais cinco estados. A entidade, por meio de sua presidente, Sonia Santana, não poupa palavras ao classificar a realização da obra como um 'arranjos, negociatas, trambiques e malversações', questionando até mesmo a sua legalidade de filmagem em território nacional. As acusações abrangem desde o desrespeito a normas trabalhistas e de produção para estrangeiros até suspeitas de irregularidades financeiras e uso indevido de recursos públicos, elementos que, segundo o sindicato, mancham a tradição de transparência do setor.

Desrespeito às Normas e Leis Nacionais

O cerne da contestação do Sindcine reside na forma como a equipe de 'Dark Horse' teria chegado e operado no Brasil. De acordo com Sonia Santana, os produtores estrangeiros agiram com 'empáfia', ignorando os padrões trabalhistas e a legislação local, como se o país fosse uma 'terra sem regras ou leis'. Tal conduta, afirma a dirigente, vai de encontro à seriedade e ao profissionalismo que devem reger a indústria audiovisual, especialmente quando se trata de produções internacionais que buscam filmar em solo brasileiro.

Mecanismos Ilegais na Estrutura de Produção

Para uma produtora estrangeira operar legalmente no Brasil, a legislação exige um protocolo claro: o contato inicial com a Embaixada brasileira, que então articula com a Ancine (Agência Nacional do Cinema) para formalizar procedimentos e vistos. Além disso, a lei determina a contratação de uma produtora brasileira para ser a responsável legal pela execução do projeto no país. Contudo, o Sindcine aponta que a produtora-mãe de 'Dark Horse', a Go Up Entertainment, teria circumventado essa regra ao abrir uma filial no Brasil e, com isso, tornar-se 'fiadora dela mesma'. Essa manobra, segundo Sonia Santana, configura uma entrada e operação ilegal, uma situação impensável para equipes brasileiras em países como os Estados Unidos, onde a expulsão ocorreria em menos de 24 horas.

Custos Inflacionados e Fontes de Financiamento Suspeitas

As preocupações do Sindcine estendem-se à justificativa dos custos de produção. Sonia Santana, com sua vasta experiência no setor, levanta dúvidas sobre o elevado orçamento do filme, que não apresenta 'efeitos especiais, cenas espetaculares, elenco caro' ou 'sofisticação na produção'. Ela ironiza, comparando-o ao filme 'Ainda estou aqui', que custou R$ 45 milhões e incluiu toda a campanha para o Globo de Ouro e o Oscar, questionando a disparidade. A presidente do sindicato ressalta a falta de elementos visuais ou artísticos que justifiquem um dispêndio tão alto.

A polêmica se aprofunda com as investigações em curso sobre as fontes de financiamento de 'Dark Horse'. Sabe-se que parte do orçamento teria sido coberta por recursos do Banco Master, conforme diálogos entre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que estão sob apuração da Polícia Federal. Adicionalmente, o uso de emendas parlamentares de Mario Frias e outros congressistas da direita como fonte de custeio eleva o grau de preocupação, pois se trata de dinheiro público. O Sindcine exige total transparência nesse aspecto e a aplicação rigorosa da lei em caso de irregularidades.

O Fundo de Eduardo Bolsonaro e o Chamado à Transparência Plena

A teia de controvérsias inclui também um fundo criado por Eduardo Bolsonaro e seu advogado, que atualmente figura como gestor. O Sindcine aponta um possível desvio de finalidade deste fundo, levantando a hipótese de 'evasão de recursos para o Exterior'. Tais alegações acentuam a necessidade de uma investigação minuciosa para desvendar a movimentação financeira por trás da produção de 'Dark Horse' e o real destino dos valores envolvidos.

Diante de todo o quadro, o Sindcine reitera a tradição de transparência que sempre pautou a produção audiovisual brasileira. A entidade cobra um exame detalhado do manuseio de todos os recursos, o respeito irrestrito à Convenção Coletiva da categoria e uma apuração 'doa a quem doer'. A exigência é de clareza total para preservar a integridade do setor e garantir que o cinema não se torne um palco para ilegalidades e malversações financeiras.

Fonte: https://agenciasindical.com.br

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