USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --

$

Corte ‘Tímido’ na Selic: Entidades Reclamam de Redução Insuficiente para a Economia Nacional

COMPARTILHE:

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) uma nova redução na taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que passou de 14,50% para 14,25% ao ano. No entanto, a diminuição de apenas 0,25 ponto percentual gerou reações imediatas e majoritariamente desfavoráveis por parte de importantes entidades representativas do setor produtivo e dos trabalhadores, que consideram o corte aquém das necessidades urgentes do país.

A Redução e as Primeiras Reações Críticas

Apesar de ser um passo na direção da flexibilização monetária, a decisão do Copom não convenceu lideranças da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambas as entidades convergiram na avaliação de que a magnitude da redução é insuficiente para impulsionar a economia e reverter o cenário de estagnação dos investimentos que assola o Brasil. Para a indústria e os trabalhadores, o ajuste realizado pelo Banco Central falha em atender às demandas prementes da nação e de sua população, que buscam por um ambiente econômico mais favorável.

O Alerta da Indústria: CNI Clama por Alívio Financeiro

Ricardo Alban, presidente da CNI, expressou a preocupação da indústria, classificando a redução como incapaz de aliviar a "asfixia financeira" que penaliza tanto as empresas quanto as famílias brasileiras. Segundo Alban, a manutenção de juros reais em patamares tão elevados continua a beneficiar prioritariamente o capital especulativo, inviabilizando planos essenciais de produção e expansão industrial devido ao alto custo do crédito. A medida, portanto, mostra-se ineficaz para descomprimir os orçamentos domésticos, corporativos e governamentais, perpetuando o estrangulamento pelo serviço da dívida e postergando a retomada do consumo, do investimento e a superação do problema da inadimplência.

Cenário Internacional Favorece Cortes Mais Arrojados, Avalia CNI

A CNI ressaltou que o cenário geopolítico atual oferece um ambiente propício para uma intensificação do ciclo de cortes da Selic. O provável encerramento do conflito entre Estados Unidos e Irã, por exemplo, já sinaliza uma queda nos preços internacionais do petróleo, fator que vinha exercendo pressão sobre os custos globais das cadeias produtivas. Para a confederação, a remoção desse componente de pressão inflacionária deveria ser um sinal verde para o Banco Central adotar uma postura de flexibilização monetária mais robusta na próxima reunião do Copom.

A Crítica dos Trabalhadores: CUT Denuncia Rentismo e Autonomia do BC

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do país, classificou a redução como "tímida" e insuficiente para as urgências do Brasil e de sua população. Em comunicado, a entidade criticou a política monetária do Banco Central por, supostamente, ignorar os sinais de melhora na economia interna e o alívio no cenário internacional, como a recente diminuição do preço do petróleo. A CUT argumenta que manter os juros em um patamar tão elevado sufoca o setor produtivo, encarece o crédito e penaliza diretamente a classe trabalhadora, que arca com os custos de uma lógica que favorece o rentismo.

A central sindical também levantou críticas à autonomia do Banco Central, afirmando que a modesta redução de 0,25 ponto percentual expõe os limites e perigos do modelo atual, que, segundo a CUT, mantém o país refém da especulação financeira. A entidade defende que taxas de juros reais tão elevadas desviam recursos públicos cruciais, que deveriam ser destinados à saúde, educação e infraestrutura, para o pagamento da dívida a grandes detentores de capital. Para a CUT, o desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte "contundente" da taxa de juros, e não apenas uma concessão ao mercado.

Setor da Construção Pede Continuidade: Uma Perspectiva Nuanceada

Em uma visão um pouco mais matizada, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou a redução da Selic um movimento positivo, mas fez um apelo veemente pela sua continuidade. Segundo a entidade, os juros ainda se encontram em um nível que impõe desafios significativos à atividade econômica e à tão esperada retomada dos investimentos. Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC, reiterou que, embora o processo de flexibilização monetária seja uma sinalização favorável, a Selic ainda permanece em um patamar restritivo. Tal condição encarece o crédito, adia decisões de investimento e dificulta a concretização de um crescimento econômico mais robusto e consistente para o país.

Conclusão: O Apelo por Ações Mais Decisivas

Em suma, o consenso entre as principais entidades do cenário econômico e social brasileiro aponta para a insuficiência do corte atual na taxa Selic. Tanto a indústria quanto os trabalhadores, e até mesmo o setor da construção civil, embora com nuances, clamam por uma política monetária mais agressiva e alinhada com as necessidades de um país que busca superar a estagnação. O debate se intensifica sobre a capacidade da atual gestão monetária em promover um ambiente de crédito acessível e estimular investimentos e consumo, elementos considerados cruciais para a tão almejada retomada econômica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

PUBLICIDADE

| Leia também:

Prazo Final para Diagnóstico de Equidade na Educação se Encerra Nesta Quarta-feira
As redes de ensino estaduais e municipais de todo o...
Moraes Nega Visita de Javier Milei a Bolsonaro por Violação de Prisão Domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),...
Argentina e Espanha: Um Duelo de Gigantes Inédito Decide a Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo de 2026 se prepara para um...
Rolar para cima