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Centrais sindicais pedem corte da Selic em ato na Avenida Paulista

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Nesta terça-feira, a movimentada Avenida Paulista, em São Paulo, se tornou palco de um significativo protesto organizado por diversas centrais sindicais. O alvo da manifestação foi a sede do Banco Central, onde, coincidentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizava sua última reunião do ano. O principal objetivo do ato era a urgente reivindicação pela redução da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que se encontrava fixada em um patamar de 15%. Este nível, considerado alarmante pelas entidades, representava o maior em quase duas décadas, gerando amplas discussões sobre seus impactos na economia e na vida dos cidadãos. O clamor por uma mudança na política monetária ecoou em frente à instituição, com os manifestantes expressando preocupação com os custos elevados que os juros impõem ao país, afetando desde as contas públicas até o poder de compra da população e a capacidade de investimento das empresas.

A pressão sindical pela redução da Selic

As centrais sindicais argumentam que a manutenção da taxa Selic em níveis tão elevados não apenas sufoca a economia, mas também acarreta custos exorbitantes para o estado e para o cidadão comum. O protesto na Avenida Paulista materializou essa insatisfação, buscando dar visibilidade a uma pauta que, segundo os movimentos, é crucial para a retomada do crescimento e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores brasileiros. A escolha da data e do local não foi aleatória, visando pressionar diretamente os membros do Copom no momento em que deliberavam sobre o futuro da política monetária do país.

Os custos da política monetária para o estado e o cidadão

Um dos pontos centrais da argumentação sindical reside no impacto direto da Selic sobre a dívida pública. As estimativas apresentadas pelos organizadores da manifestação são contundentes: cada ponto percentual de aumento na taxa básica de juros representa um acréscimo de mais de R$ 50 bilhões em gastos públicos. Essa cifra estratosférica decorre do fato de que grande parte da dívida interna do Brasil está atrelada à Selic ou a índices que a seguem de perto. Assim, juros mais altos significam maiores desembolsos do Tesouro Nacional para remunerar os detentores de títulos públicos.

Esses bilhões, que poderiam ser investidos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura ou programas sociais, são desviados para cobrir os custos financeiros da dívida. Para os sindicatos, essa dinâmica é insustentável e priva a sociedade de recursos fundamentais para seu desenvolvimento. Além disso, o custo se reflete indiretamente no orçamento familiar, pois a necessidade de equilibrar as contas públicas sob essa pressão pode levar a cortes em serviços ou aumento de impostos, afetando diretamente o bolso do contribuinte. A alta Selic, portanto, não é vista apenas como uma ferramenta macroeconômica, mas como um fardo que recai sobre o conjunto da sociedade.

Impacto direto na economia real e na vida do trabalhador

A influência da Selic se estende muito além das contas governamentais, penetrando profundamente na economia real e no cotidiano dos trabalhadores. Segundo as entidades sindicais, os juros elevados atuam como um freio poderoso sobre a atividade econômica, encarecendo drasticamente o crédito para empresas e consumidores. Para as empresas, o acesso a empréstimos se torna mais caro e restrito, dificultando novos investimentos em expansão, modernização ou inovação. Essa retração nos investimentos, por sua vez, impacta negativamente a geração de empregos, pois menos projetos significam menos vagas no mercado de trabalho.

No âmbito do consumo, a Selic alta se traduz em taxas de juros mais elevadas em financiamentos de imóveis, veículos e outras compras parceladas, tornando o acesso a bens e serviços mais difícil para as famílias. O poder de compra é reduzido, e a demanda por produtos e serviços diminui, afetando o comércio e a indústria. Este cenário de baixo consumo e investimentos limitados resulta em um ciclo vicioso de estagnação econômica, prejudicando o desenvolvimento do país e, consequentemente, a qualidade de vida da população. Os trabalhadores sentem esse impacto na forma de menor crescimento salarial, maior dificuldade para conseguir crédito e um cenário geral de incerteza econômica.

O Copom, a inflação e o debate sobre a estratégia econômica

O protesto sindical ocorreu em um momento de grande expectativa em torno das decisões do Comitê de Política Monetária. O Copom é o órgão do Banco Central responsável por definir a taxa básica de juros, e suas reuniões são acompanhadas de perto por analistas e pela sociedade em geral. Enquanto o Banco Central justifica a manutenção de juros altos como uma medida para combater a inflação, as centrais sindicais questionam a eficácia dessa estratégia e os seus efeitos colaterais.

A eficácia da Selic na contenção inflacionária em xeque

Para os grupos que convocaram o ato, a persistência da Selic em níveis tão elevados não tem demonstrado a eficácia esperada no controle da inflação, ou, pelo menos, os custos sociais e econômicos superam os benefícios. Eles argumentam que, em muitos casos, a inflação brasileira é mais influenciada por fatores de oferta – como preços de commodities, câmbio ou problemas na cadeia de produção – do que por excesso de demanda que os juros altos poderiam conter. Nesses cenários, a política monetária restritiva apenas desaceleraria a economia sem resolver as causas reais da inflação.

Além disso, os sindicatos apontam que a alta taxa de juros acaba por privilegiar setores ligados à especulação financeira. Detentores de títulos da dívida pública, por exemplo, lucram com a elevada remuneração oferecida pelo governo, sem a necessidade de investir em atividades produtivas que gerem empregos e riqueza real. Essa percepção cria um ambiente de desigualdade, onde o capital financeiro é beneficiado em detrimento do trabalho e da produção. A crítica principal é que a política monetária atual não estaria promovendo um desenvolvimento econômico equilibrado e inclusivo.

Em busca de um novo rumo para a recuperação econômica

A pressão exercida pelas centrais sindicais reflete um anseio por uma mudança de estratégia na condução da política monetária do país. Os movimentos sociais e sindicais defendem que é possível e necessário encontrar um equilíbrio entre o controle inflacionário e o estímulo ao crescimento econômico. Para eles, uma redução na Selic, combinada com outras políticas de desenvolvimento, contribuiria significativamente para reaquecer a economia, incentivar o investimento produtivo e, consequentemente, melhorar as condições de vida dos trabalhadores.

Essa perspectiva enfatiza a necessidade de o Banco Central considerar não apenas os indicadores de inflação, mas também os impactos sociais e econômicos de suas decisões. A busca por um novo rumo na política econômica visa promover um ambiente de maior confiança e estabilidade para empresas e famílias, estimulando a criação de empregos dignos e a distribuição de renda. O clamor na Paulista é, portanto, um apelo para que as decisões de política monetária estejam mais alinhadas com as necessidades de desenvolvimento e bem-estar da sociedade brasileira.

Conclusão

O protesto das centrais sindicais em frente ao Banco Central na Avenida Paulista representou um claro posicionamento em um debate crucial para o futuro econômico do Brasil. A exigência pela redução da taxa Selic, justificada pelos elevados custos à dívida pública e pelos impactos negativos no emprego, investimento e consumo, sublinha a tensão entre a política de contenção da inflação e a necessidade de crescimento econômico. Enquanto o Copom avalia os indicadores para definir os rumos da política monetária, a voz dos trabalhadores busca influenciar essas decisões, clamando por um ajuste que priorize a reativação da economia e o bem-estar social. A manifestação destaca a importância de um diálogo contínuo sobre as melhores estratégias para promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo no país.

Perguntas frequentes

O que é a taxa Selic?
A taxa Selic, ou Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é o principal instrumento de política monetária do Banco Central para controlar a inflação e balizar todas as outras taxas de juros praticadas no mercado financeiro.

Por que as centrais sindicais pedem sua redução?
As centrais sindicais defendem a redução da Selic porque, em níveis elevados, ela encarece o crédito, desestimula investimentos e consumo, freia a geração de empregos e aumenta significativamente os gastos públicos com o serviço da dívida, impactando negativamente o desenvolvimento econômico e a vida dos trabalhadores.

Como a Selic alta afeta o cotidiano das pessoas?
Uma Selic alta eleva os juros de empréstimos e financiamentos (imobiliário, veículos, cartão de crédito), dificultando o acesso a bens e serviços. Isso reduz o poder de compra da população, diminui a demanda, afeta o comércio e a indústria e pode levar à estagnação econômica e ao desemprego.

Para se manter informado sobre as próximas decisões do Comitê de Política Monetária e o impacto da taxa Selic na economia brasileira, acompanhe as notícias em nosso portal.

Fonte: https://fetram.com.br

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